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Tekken 7 mostra a pancadaria em sua melhor forma


Com vinte anos de existência, podemos pensar que alguns aspectos de uma franquia tão longínqua poderiam começar a mostrar as marcas do tempo, ou, estar completamente desgastados. Tekken 7 chegou aos consoles e PC para mostrar que em algumas ocasiões, o tempo faz muito bem a uma série.

Tekken 7 foi lançado em 2015 nos arcades japoneses com uma boa recepção do público. O ocidente pôde finalmente ver o game no dia 02 de junho de 2017 com o lançamento para Xbox One, Playstation 4 e PC.

Pela primeira vez na história da franquia, o jogo apresenta um modo história completo. O modo conta com cutscenes e batalhas que tem o objetivo de encerrar a “Saga Mishima”, que iniciou-se durante o primeiro Tekken.
O game faz um ótimo trabalho em contextualizar quem não estava muito por dentro da história com flashbacks (alguns deles jogáveis) e diversas passagens bem explicadas. Não espere algo complexo, já que Tekken tem aquele sabor de filme de ação dos anos 90, com muita intriga familiar, personagens exagerados e pessoas que gostam de jogar umas às outras de precipícios, mas, ainda assim, tem um indiscutível charme próprio.

Durante o modo “A Saga Mishima”, o jogador poderá habilitar o “ajudante de história”, que permite a execução de movimentos mais complexos com o apertar de um botão, tornando-se um ótimo ponto de partida para os novatos da série iniciarem seu caminho à pancadaria, não só para se situar sobre a plot, mas também para aprender como jogar. Os veteranos não precisam se preocupar, já que esse modo oferece desafio com diversos níveis de dificuldade (e pode ser um pouco injusto mais próximo ao final).

 

 

Após encerrar a história, os demais personagens que não deram as caras durante a trama também recebem episódios individuais. Esses episódios consistem um uma luta e um final em CG, explicando o que cada um deles fazia paralelamente à trama principal.

O modo arcade está de volta e conta com quatro lutas e um final boss. Infelizmente, os clássicos finais em CG da franquia foram removidos do Arcade, e só podem ser desbloqueados durante os episódios individuais. Por ter poucas fases e não trazer uma recompensa real por vencê-lo, não sentia muito propósito em continuar jogando-o, e me via utilizando mais o modo batalha por tesouro, que são batalhas consecutivas, algumas com condições especiais como dano ou velocidade em dobro, onde o jogador recebe uma caixa com itens estéticos (que falaremos sobre daqui a pouco) a cada vitória.

Outras modalidades offline disponíveis são os modos VS e treino, em que o jogador pode escolher o comportamento do oponente controlado pela CPU e treinar diversos movimentos e dinâmicas de luta diferentes.

Para o online, infelizmente, até o momento que essa crítica foi escrita, o modo rankeado estava com problemas técnicos e não consegui finalizar nenhuma partida (no dia 08 de junho a Bandai Namco lançou um patch corrigindo os erros no Playstation 4, console em que esta review foi baseada). Mas, os outros modos funcionavam bem e não apresentavam problemas com conexão, que foi estável em todas as partidas.

 

 

Além dos mais diversos modos de jogo, Tekken 7 oferece uma quantidade enorme de conteúdo para os jogadores, como a trilha sonora e vídeos de todas as entradas anteriores da série, que podem ser desbloqueadas com fundos ganhos durante a jogatina. Esses fundos também podem ser utilizados para customizar os 37 personagens disponíveis até o momento (sendo um deles bônus), das mais diversas maneiras. São chapéus, cortes de cabelos, roupas, armas, que permitem o jogador ser criativo e dar um look único ao seu lutador. Também é possível modificar aspectos da hud do game e o ícone do personagem.

A Bandai Namco prometeu que futuras atualizações aos donos do season pass trarão ainda mais novos personagens, customização e modos de jogo. Até o momento, não temos nenhuma dessas atualizações anunciadas oficialmente.

A apresentação do game é incrível. Desde os créditos iniciais, é possível notar a qualidade e detalhes dos gráficos, tanto durante as partes jogáveis, quanto nas cutscenes. A trilha sonora também não fica deixa a desejar, trazendo uma mistura bem feita de música eletrônica e guitarras pesadas.

No quesito gameplay, Tekken está melhor do que nunca. A jogabilidade traz a fluidez de movimentos e variedade de cada personagem conhecidos da franquia, com novas mecânicas como as Rage Arts e Rage Burst (a primeira funcionando como uma espécie de golpe especial, e a segunda como tática defensiva), adicionando novos ares à mistura.

Tekken 7 pode ser levemente ameaçador para alguns iniciantes, já que as listas de movimentos de cada personagem podem chegar a 100 ações diferentes, porém, é um jogo que dá espaço à aprendizagem, principalmente por ter apenas 4 botões de movimentos (cada um correspondente a um membro do lutador). Cada personagem tem seu próprio estilo de luta e subjetividades, podendo ser radicalmente diferentes, como Akuma (originalmente da série Street Fighter) e Eliza, que apresenta um moveset bem diferente do convencional.

Não importa se você é iniciante, veterano, ou apenas curioso em jogos de luta, Tekken 7 tem muito a oferecer para o jogador. Uma história divertida para se interar, diversos modos e conteúdos para se desbloquear e um gameplay simples, porém, com profundidade suficiente para nos prender por horas e horas na tentativa de nos aperfeiçoarmos nos nossos personagens preferidos e encarar o modo online.

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